A Dra. Mônica Melo falou, em entrevista ao Correio Braziliense sobre os mecanismos da dependência ao álcool. Confira a matéria!

Vício do alcoolismo: reconhecer a doença é o primeiro passo para combatê-la

Linha que separa o prazer social do vício é tênue. Conheça histórias de pessoas que se livraram desse mal.

“Uma cerveja antes do almoço é muito bom para ficar pensando melhor”, cantava Chico Science em um de seus sucessos, A praieira. O uísque, na definição do poeta Vinicius de Moraes, seria um “cachorro engarrafado”, uma bebida amiga. A frase “preciso de um drinque” está em uma infinidade de filmes, novelas e seriados. Aliás, na tevê, a qualquer hora do dia, somos bombardeados com a publicidade de etílicos, sempre associados a festa e descontração. O consumo de álcool é mais do que legalizado: de alguma forma, beber faz parte da sociedade. Em mais de 50 países, por exemplo, a primeira sexta-feira de agosto é o Dia Internacional da Cerveja. O problema acontece quando a medida do copo transborda. A linha entre ser um “bebedor social” e um alcoolista é sutil. E o álcool, traiçoeiro.  

A sociedade bebe — e muito. De acordo com o Relatório Global sobre Álcool e Saúde, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2014, a média mundial de consumo de álcool entre indivíduos acima de 15 anos foi de 6,2 litros de álcool puro (dados aferidos em 2010). A média brasileira é de 8,7 litros por pessoa. Os homens bebem mais: cerca de 13,6 litros/ano, contra 4,2 litros consumidos por mulheres. Não parece muito, mas vale lembrar que estamos falando da substância pura, 100% presente. Para se ter uma ideia, uma garrafa de cerveja tipo pilsen costuma ter 4,5% de teor alcoólico.

O álcool é polêmico e, não raramente, contraditório. Ao mesmo tempo em que é sabido que a substância causa doenças, algumas pesquisas apontam que pequenas quantidades de vinho, por exemplo, podem diminuir a incidência de problemas coronarianos. “Mas sabemos que existem várias outras doenças cardíacas, como arritmias, que podem ser geradas mesmo com baixo consumo”, pondera Patrícia Rueda, cardiologista do Hospital do Coração. A diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos causada pelo álcool não deixa o sangue circular direito, favorecendo episódios de acidente vascular cerebral (AVC). Se o coração já está doente, o álcool acelera o processo de degeneração.

A causa para tanta confusão nas pesquisas, segundo a médica, são os fatores externos. Hábitos alimentares, tabagismo e sedentarismo podem confundir os resultados das pesquisas. Mesmo assim, Patrícia Rueda frisa que a maioria dos estudos indica que até uma dose por dia pode ter efeito protetor no organismo, especialmente em doenças causadoras do infarto do miocárdio. “Em altas doses, perdemos esse efeito benéfico e temos o aumento do infarto.”

Leia mais...

Estudo mostra que bom humor melhora a saúde e a inteligência

Um bebê engoliu uma bala calibre 22. Chorando, a mãe corre à farmácia. "O que devo fazer?" E o farmacêutico responde: "Dê a ele um frasco de óleo de rícino, mas não o aponte para ninguém".

Achar essa piada engraçada depende de mais variáveis do que provavelmente você possa supor. Depende de uma compreensão cultural comum das propriedades técnicas do óleo de rícino. Como muitas piadas e qualquer aluno do quarto ano pode comprovar, depende de sua delicadeza em relação às funções corporais. De forma menos óbvia, o senso de humor também depende da sua idade, gênero, QI, inclinação política, grau de extroversão e da saúde do seu circuito de recompensa de dopamina.

Leia mais...